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01 de outubro de 2019

Câncer de Mama: na Cisa, nosso Outubro também é Rosa

Imagine uma mulher que acabou de descobrir um câncer de mama. Ela sofre de forma privada e tenta enfrentar a doença silenciosamente, sem qualquer apoio social.

A situação chega a ser absurda nos dias de hoje, mas era isso que acontecia com diversas mulheres que lutaram contra a doença décadas atrás. Conta a história que a situação começou a mudar a partir dos anos 1970, impulsionada pelo movimento de libertação das mulheres.

Dando um salto no tempo, foi na década de 1990, nos Estados Unidos, que a luta contra o câncer de mama começou a ficar mais forte, com vários Estados realizando ações isoladas incentivando a prevenção e o controle da doença. Posteriormente, o Congresso Americano aprovou o mês de outubro como o de prevenção do câncer de mama.

O movimento se espalhou mundialmente e o laço cor-de-rosa, lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, também nos anos 1990, virou o símbolo mundial do mês de conscientização da doença. Atualmente, o movimento conta com a participação de milhares de organizações destacando a importância da conscientização, educação e pesquisa da mama.

Aqui na Cisa não é diferente: nosso Outubro também é Rosa. Por isso, queremos chamar a atenção para você, independente do sexo, conscientizar-se dos perigos dessa doença.

O câncer de mama no Brasil e no mundo

Não é à toa que precisamos de um mês dedicado ao assunto. Uma pesquisa realizada pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) concluiu que, em nível mundial, o câncer de mama está entre os três tipos de maior incidência (junto com o de pulmão e o colorretal). Também, dos 185 países analisados, é o que mais acomete as mulheres em 154 países.

No Brasil, um alerta igualmente importante. O tipo de câncer mais comum entre as mulheres, depois do de pele não melanoma, é o de mama (29%). A informação foi extraída do site do INCA (Instituto Nacional de Câncer), que ainda aponta a maior incidência dos casos nas mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Para os homens, este tipo de câncer é considerado raro. Conforme a instituição, representa apenas 1% do total de casos da doença. 

É possível evitar o câncer de mama?

Infelizmente, ainda não é possível evitar por completo o surgimento do câncer de mama. No entanto, de acordo com o INCA, cerca de 30% dos casos de câncer podem ser evitados com a adoção de bons hábitos que incluem:

·       Praticar atividade física;

·       Alimentar-se de forma saudável;

·       Manter o peso corporal adequado;

·       Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

·       Amamentar; e

·       Evitar uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

A importância do diagnóstico precoce

Se não podemos impedir totalmente a doença, a boa notícia é que quanto antes ela for detectada, mais rápido o tratamento pode ser iniciado. Por consequência, maiores serão as chances de um tratamento menos invasivo de cura da doença.

Portanto, é importante ficar atenta aos sinais, os quais podem ser:

·       Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;

·       Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;

·       Alterações no mamilo;

·       Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; e

·       Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Muitas vezes, este tipo de câncer se manifesta antes que os sinais estejam tão aparentes. Sendo assim, além do autoexame da mama é importante que as mulheres estejam com seus exames em dia.

A mamografia de rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos) está entre as estratégias de detecção precoce. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que o exame seja feito em mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Conforme o INCA, nosso país segue a orientação da Organização Mundial da Saúde e de países que adotam o rastreamento mamográfico.

Existem ainda a mamografia diagnóstica - que é o exame realizado com a finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama - e exames de imagem (como ultrassonografia e ressonância magnética). Ambos podem ser solicitados em qualquer idade, a critério médico.

Para a confirmação do diagnóstico o profissional solicita uma biópsia do fragmento do nódulo ou da lesão suspeita. Em seguida, o material é analisado por um patologista.

Fatores de risco: na dúvida, fale com seu médico!

Existem alguns fatores que aumentam as chances de desenvolvimento da doença:

·       Fatores ambientais e comportamentais, como sobrepeso, sedentarismo, tabagismo e consumo de bebida alcoólica;

·       Fatores da história reprodutiva e hormonal, como por exemplo, primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos, primeira gravidez após os 30 e menopausa após os 55 anos;

·       Fatores genéticos e hereditários, como história familiar de câncer de ovário, casos de câncer de mama na família (principalmente antes dos 50 anos), história familiar de câncer de mama em homens e alteração genética (especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2).

Os fatores de risco servem como um alerta e não têm a intenção de alarmar. Caso você se enquadre em alguns deles – especialmente os genéticos e hereditários – converse com seu médico.

Além disso, sempre que tiver alguma dúvida ou perceber algo nas mamas, não hesite em procurar um profissional da área. Com certeza, ele saberá orientá-la da melhor forma possível.

Então, vamos todos fazer parte dessa campanha?

Aqui na Cisa as luzes rosas nas máquinas em nosso site são alusivas à data e ajudam a divulgar o Outubro Rosa. Agora é a sua vez de espalhar a importância da prevenção do câncer de mama.

Se for mulher, faça o autoexame rotineiramente e mantenha seus exames em dia. Se for homem, incentive as mulheres ao seu redor a se cuidarem. Vamos juntos contribuir para reverter as estatísticas de câncer de mama.

Na Cisa, o nosso Outubro é Rosa!  

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